Artigo de opinião questiona quem é dono do boom solar em Portugal
Num artigo de opinião, o planeador Nuno Mamede Santos defende que os benefícios da energia renovável dependem da propriedade e da escala, não apenas da tecnologia. Contrapõe modelos comunitários na Alemanha, na Dinamarca e na cooperativa portuguesa Coopérnico aos grandes parques solares industriais em Portugal, citando a central de Santiago do Cacém, a maior fotovoltaica da Europa, construída em mais de 1.200 hectares de montado arrancado. Argumenta que estes megaprojetos reproduzem a lógica extrativa e centralizadora dos combustíveis fósseis, com lucros a escoar para acionistas distantes enquanto as comunidades locais suportam os impactos na terra e na biodiversidade sem beneficiar de eletricidade mais barata nem de poder de decisão.
Resumido pela Sustainable Living a partir de Barlavento — Ler o original ↗