ETAR de Ourém junto ao Nabão vai ser modernizada com 5,2 milhões e fundos europeus
A Tejo Ambiente viu aprovada a candidatura para remodelar a ETAR do Alto Nabão, em Formigais, no concelho de Ourém, num investimento superior a 5,2 milhões de euros. A obra vai responder à sobrecarga hidráulica e à variação dos caudais, modernizar o tratamento biológico, reabilitar equipamentos existentes, reforçar a monitorização e a automação e melhorar a gestão da fase sólida, aproveitando as infraestruturas atuais em vez de construir de novo. O Nabão é zona sensível e tem sofrido episódios de poluição, pelo que as exigências na descarga são rigorosas. O Fundo de Coesão assegura 4,4 milhões de euros, 85% do total, através do programa Sustentável 2030. A conclusão está prevista até 31 de maio de 2029.
Vice-presidente da APDA defende gestão integrada do ciclo urbano da água antes do SENAG 2026
A presidente da comissão organizadora do SENAG 2026 e vice-presidente da APDA defende que os serviços de água urbana, concebidos para outro clima e outras cidades, têm de ser repensados como um ciclo único. Abastecimento, águas residuais, drenagem pluvial e planeamento urbano devem ser geridos em conjunto, com uma drenagem que combine engenharia convencional, soluções baseadas na natureza e dados preditivos. As ETAR podem tornar-se centros de recuperação de recursos, produzindo água para reutilização, energia, biogás e nutrientes. A digitalização e a inteligência artificial só contam se os dados se traduzirem em melhores decisões. Renovar as redes exige investimento continuado, mas adiar também tem custos, e as tarifas devem manter-se justas. Estes temas orientam o seminário nacional de águas residuais, subordinado ao lema «REimaginar a Água Urbana».
Nova administração da Águas do Algarve reúne chefias para definir metas do triénio
O novo Conselho de Administração da Águas do Algarve, a empresa responsável pela água na região, reuniu-se com as chefias da empresa para se apresentar e dar a conhecer os objetivos para o próximo triénio. Os responsáveis das várias áreas aproveitaram para explicar as suas funções, metas e expectativas quanto ao futuro. O encontro serviu para reforçar a colaboração entre as equipas e o compromisso comum com a missão da empresa.
Sete municípios põem fechaduras inteligentes nos contentores para travar deposições de fora
Sete municípios portugueses instalaram cerca de 500 fechaduras inteligentes em contentores semienterrados e de superfície, que servem aproximadamente 20.000 residentes. O objetivo é combater o chamado "turismo de resíduos", em que pessoas de fora da área de recolha usam os contentores locais, reduzindo a capacidade disponível e pressionando os serviços municipais. As fechaduras limitam o acesso a utilizadores autorizados e contam as aberturas de cada contentor, dados que ajudam a planear a recolha. Nos biorresíduos, o acesso controlado deverá ainda travar a entrada de materiais impróprios. O sistema foi desenvolvido pela portuguesa Enermeter e pela Sensoneo. Ainda não há dados de redução dos resíduos indiferenciados, mas a informação permitirá avaliar o impacto a longo prazo e estudar a sua aplicação em modelos de pagamento em função dos resíduos produzidos (PAYT).
Agere de Braga apresenta camiões elétricos e carrinhos de varredura num investimento de 1,8 milhões
A Agere, empresa municipal de Braga, apresentou os novos meios de limpeza urbana numa cerimónia na Praça do Município. O investimento, de 1,8 milhões de euros, inclui três camiões elétricos de recolha, 86 carrinhos de varredura e 15 sopradores, apresentados como mais respeitadores do ambiente e dos trabalhadores que os utilizam. O presidente da Câmara, João Rodrigues, e o presidente do Conselho de Administração, João Granja, garantiram que o equipamento vai chegar a todo o concelho. Rodrigues sublinhou a evolução da recolha: há oito anos, Braga ainda deixava o lixo na rua em sacos.
Recolha de embalagens sobe 1,1% em nove meses, mas fica aquém das metas
A recolha seletiva de resíduos de embalagens subiu 1,1% entre janeiro e setembro de 2026, para 373.182 toneladas, segundo a Novo Verde, entidade que gere o sistema de embalagens. O papel e cartão foi quem mais contribuiu em volume, com uma subida de 4,4%, enquanto o vidro, que pesa cerca de 45% do total, avançou apenas 0,7%. O plástico, o aço e o alumínio recuaram 3,8%, 6% e 4,6%, respetivamente. O diretor-geral, Pedro Simões, considera o ritmo insuficiente para as metas nacionais e defende que todos os fluxos têm de acelerar. A entidade promete mais ações de sensibilização, redes de recolha próprias e trabalho conjunto com os municípios.
Resíduos em Loulé: números pedem mais transparência e recolha de monos mais clara
Em 2024, o concelho de Loulé enviou para tratamento 53 469 toneladas de resíduos indiferenciados, menos 2,8% do que em 2023, segundo a ALGAR. A recolha seletiva de recicláveis fixou-se nas 7 595 toneladas e a de biorresíduos nas 3 465. Os dados de aterro divulgados dizem respeito a todo o Algarve, sem números próprios do município. O autor não encontrou nos canais oficiais um calendário público de recolha por localidade e defende que os monos largados junto aos contentores não se explicam só pela falta de civismo. Propõe um balanço anual, horários publicados, pedidos de recolha mais simples, avaliação dos meios e estudo de soluções porta a porta, como as da LIPOR.
JCDecaux Portugal reduz quase para metade as emissões desde 2019 e lança calculadora de pegada de campanhas
A JCDecaux Portugal indica que as emissões das suas operações (âmbitos 1 e 2) foram de 580,9 tCO2 em 2025, menos 8,7% do que no ano anterior e menos 49% do que em 2019. Atribui o resultado à eletricidade 100% renovável, à iluminação LED, ao desligar dos ecrãs digitais entre a 1h e as 6h e a uma frota mais eficiente, e financia a conservação de florestas na região da Covilhã para manter o estatuto Carbono Zero. Na Semana da Sustentabilidade, cerca de 10.000 faces de campanhas nacionais foram impressas em papel reciclado, o que reduziu as emissões em cerca de 22%, e os cartazes seguem depois para o artista Vhils. A empresa lançou ainda a 360 Footprint, uma calculadora auditada pela EY que mostra a pegada de carbono, a pegada hídrica e o emprego local de cada campanha.
APA nega competência para fiscalizar fábrica de bagaço de azeitona em Fortes
Numa audição na comissão parlamentar de Ambiente, o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente afirmou que nenhum dos títulos de licenciamento da fábrica de bagaço de azeitona de Fortes, em Ferreira do Alentejo, é emitido pela APA, e remeteu as questões sobre qualidade do ar e impacte ambiental para a CCDR Alentejo. A intervenção da agência limita-se à fiscalização em matéria de recursos hídricos. Atribuiu o transbordo de uma lagoa de águas residuais, em fevereiro, ao mau tempo, sublinhando que o efluente não chegou à linha de água e que as amostras posteriores não revelaram poluição significativa. Em maio, a inspeção detetou a tela degradada de uma lagoa de bagaço, entretanto reparada pela empresa. Os deputados lembraram que as queixas da população se arrastam há mais de uma década.