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Ilhas de Biodiversidade

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A Ilhas de Biodiversidade planta mini-florestas densas de espécies nativas com o método Miyawaki em contextos industriais, educativos e comunitários em todo o país, conjugando reflorestação rápida com monitorização científica e envolvimento da comunidade.

O projeto Ilhas de Biodiversidade planta mini-florestas densas de espécies nativas em contextos urbanos muito diferentes: estaleiros navais, escolas, estações de serviço, campus empresariais e lares de idosos. Vítor Gordo fundou o projeto em 2022. O projeto usa o método Miyawaki, desenvolvido pelo botânico japonês Akira Miyawaki, que copia a estrutura de uma floresta primária. O solo é analisado e depois preparado de forma intensiva. As espécies nativas são escolhidas para preencher várias camadas de vegetação e plantadas de forma densa, entre 3 a 7 plantas por metro quadrado. Em comparação com a reflorestação convencional, uma floresta plantada desta forma cresce até 10 vezes mais depressa e alberga até 30 vezes mais biodiversidade. A primeira ilha foi plantada no estaleiro da Lisnave, em Lisboa, em novembro de 2022. Existem agora nove ilhas plantadas, que ocupam 450 m² com mais de 1350 árvores e arbustos, e está a ser preparada uma décima na Escola Bela Vista, em Setúbal. Os locais incluem escolas (Noesis/ESCS, ISEL, Escola Sebastião da Gama e Escola Secundária Amora), uma residência sénior (Residência Egas Moniz), uma estação de serviço na autoestrada A5, e parceiros empresariais como a Capgemini. O trabalho combina fotografia documental, monitorização científica e envolvimento da comunidade. Sensores Ecowitt em várias das ilhas monitorizam a humidade do solo, a temperatura e a precipitação de forma contínua e em tempo real, e os dados são partilhados abertamente para uso educativo. Nas escolas parceiras, são os próprios alunos que fazem as medições, as mondas e a análise dos dados. As observações de espécies são registadas na aplicação iNaturalist e alimentam um atlas de biodiversidade em expansão. Foram medidas diferenças de temperatura superiores a 20 °C entre o solo da floresta e o asfalto ao lado, o que mostra que as ilhas funcionam como infraestrutura climática e não como vegetação decorativa. O projeto integra a rede nacional de mini-florestas de Portugal.

O nosso objetivo

A Ilhas de Biodiversidade planta mini-florestas densas de espécies nativas com o método Miyawaki em locais urbanos inesperados, como estaleiros navais, escolas, estações de serviço e residências sénior. Estas tornam-se ecossistemas de crescimento rápido e autossustentáveis, que arrefecem o espaço envolvente e restauram a biodiversidade.

O que procuramos

O projeto procura novos parceiros (empresas, escolas e instituições) disponíveis para acolher uma nova ilha de biodiversidade e para apoiar a monitorização e os eventos comunitários de plantação.

A nossa equipa

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