O REA Alentejo é um projeto liderado pela ADPM – Associação para a Defesa do Património de Mértola que desenvolve e testa um modelo replicável de restauro de solos e ecossistemas degradados no sudeste semiárido de Portugal. Combina a conversão agroflorestal, a reflorestação com espécies autóctones, a gestão de pastagens e a investigação de longo prazo sobre erosão do solo.
O REA Alentejo é uma iniciativa de reabilitação de ecossistemas promovida pela ADPM – Associação para a Defesa do Património de Mértola, em parceria com várias instituições, e financiada pelo COMPETE 2020 no âmbito da resposta da União Europeia à pandemia de COVID-19. O projeto foca-se no sudeste semiárido de Portugal, particularmente na região do Baixo Alentejo, onde cerca de 96% do território junto a Mértola apresenta suscetibilidade à desertificação.
A iniciativa atua em várias áreas de intervenção, incluindo o Perímetro Florestal de Barrancos e o Parque Biológico da Cabeça Gorda, com a instalação de bosquetes biodiversos, faixas de biodiversidade para polinizadores e controlo de pragas, conversão agroflorestal de eucaliptais, colocação de vedações e melhoria da gestão de pastagens, incluindo novos bebedouros para ovinos.
Um componente central é o Centro Experimental de Erosão de Solos de Vale Formoso (CEEVF), uma estação de investigação criada na década de 1960 numa herdade de 74 hectares dentro do Parque Natural do Vale do Guadiana. Revitalizado desde 2016 com o apoio do CICS.NOVA, o centro é hoje uma referência internacional em erosão de solos e desertificação, com laboratório, 18 parcelas experimentais e instrumentos meteorológicos.
Os objetivos do projeto incluem a produção de mapas de potencial de reflorestação com espécies autóctones, o restauro de mais de 81 hectares de ecossistemas mediterrânicos, o desenvolvimento de um modelo económico de restauro, e a realização de ensaios sobre germinação de bolotas, suscetibilidade à seca e erosividade das chuvas em cenários de alterações climáticas. O REA Alentejo também envolve escolas e comunidades locais através de visitas de campo e apresentações públicas, culminando num evento final sobre como o Baixo Alentejo pode preparar-se para as alterações climáticas e a desertificação.
O nosso objetivo
O REA Alentejo tem como objetivo criar um modelo replicável que permita restaurar a produtividade agrícola e florestal nas zonas semiáridas do sudeste de Portugal, melhorando a saúde do solo e o funcionamento dos ecossistemas em benefício das comunidades rurais que enfrentam a desertificação e as alterações climáticas.
O que procuramos
O projeto procura continuar a colaboração com escolas locais, comunidades e parceiros técnicos para expandir as ações de restauro de ecossistemas e partilhar conhecimento sobre o controlo da erosão e a resiliência à seca.