Girabolhos vai a concurso
O governo lançou a concessão a 65 anos do aproveitamento de fins múltiplos de Girabolhos sem preço base, com custo indicativo de 300 milhões de euros e construção obrigatória até 2038.
Bom dia. Hoje a grande conversa é a barragem de Girabolhos e como Portugal equilibra energia, água e natureza, a par de vitórias mais discretas na reciclagem, na mobilidade e na ciência da biodiversidade.
O governo lançou a concessão a 65 anos do aproveitamento de fins múltiplos de Girabolhos sem preço base, com custo indicativo de 300 milhões de euros e construção obrigatória até 2038.
A ministra do Ambiente e da Energia diz que a barragem assenta numa avaliação técnica independente, rejeitando que a decisão tenha sido motivada pelas cheias recentes.
A Quercus pede o cancelamento do concurso, alegando que a barragem não resolve os problemas estruturais de cheias na bacia do Mondego e pode adiar a modernização do sistema do Baixo Mondego.
A ZERO diz que a barragem drena menos de 15% da bacia e não trava as cheias, pedindo que parte da verba vá para reflorestação e uma nova avaliação de impacte, dado que a de 2010 caducou.
A consulta pública do PSZAER terminou com pareceres desfavoráveis da Quercus e de vários municípios, apontando desfasamento com a rede e riscos para a Reserva Ecológica.
A Quercus emitiu parecer desfavorável ao plano de renováveis, alertando para limites da rede, riscos florestais e enfraquecimento do controlo municipal e público.
Um artigo de opinião defende que a descarbonização é um fator de competitividade e soberania, propondo uma abordagem gradual: eficiência primeiro e uso de PPAs.
O Conselho Consultivo de Economia da Madeira debateu a longevidade como novo eixo de desenvolvimento, a par de metas renováveis e da segurança de abastecimento.
Uma associação de Abrantes defende que recuperar olivais tradicionais abandonados reduz combustível e a propagação do fogo, tendo recuperado 5.000 oliveiras desde 2023.
O PS propõe converter 190 hectares de pinheiro em castanheiro e espécies autóctones para aumentar a resiliência ao fogo na Serra de São Mamede.
Embaixadores do Pacto Climático Europeu apelaram aos municípios para proteger grupos vulneráveis dos efeitos dos incêndios na saúde, com apresentação em Matosinhos a 18 de julho.
O Plano Nacional de Restauro da Natureza está em consulta pública até 19 de agosto, com a meta de restaurar pelo menos 20% das áreas terrestres e marinhas até 2030.
A investigadora do ITQB NOVA Carlota Vaz Patto tornou-se a primeira mulher a presidir a International Legume Society, trabalhando por leguminosas mais sustentáveis e produtivas.
Um jovem bufo-real resgatado morreu depois de cerca de 51 horas até chegar a um centro de recuperação, gerando indignação sobre a gestão do resgate.
Os Açores valorizaram 82% dos resíduos urbanos em 2025, reduzindo a deposição em aterro para um mínimo histórico de 18% e superando a meta intermédia.
A fábrica da Tabaqueira reduziu o consumo específico de água em 48% desde 2019, mantendo-se a primeira unidade em Portugal com certificação Alliance for Water Stewardship.
Lagos deslocou os dois ecocentros móveis para aproximar a recolha seletiva da população, com mais localizações previstas nos próximos meses.
Portalegre aprovou a primeira fase da rede de ciclovias, 6,3 km a ligar o campus politécnico a residências e comércio, além de 10 bicicletas elétricas partilhadas.
O parlamento aprovou a taxa de IVA de 6% em obras de renovação em áreas de reabilitação urbana, mesmo sem uma operação formal de reabilitação.
O 8.º colóquio da Lusomorango, a 17 de julho em São Teotónio, aborda recuperação climática, resiliência empresarial e crescimento sustentável.
Uma leitura curta todas as manhãs — o que se passa no Portugal sustentável.