Saltar para o conteúdo principal
Ver o Pulso de hoje →
Pulso

4 de outubro de 2026

Bom dia. O Pulse de hoje passa por parques infantis de cortiça e energia dos oceanos, pelo trabalho lento de reparar as redes de água do país, e termina com milho, broa e um magusto na serra minhota.

Novas ideias a ganhar forma

Corticeira Amorim instala parque infantil em cortiça na nova Casa LAPS em Cascais

A Corticeira Amorim associou-se à Fundação LAPS para fornecer um piso em cortiça para o parque infantil da nova Casa LAPS, em Cascais, destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e dos seus filhos. A infraestrutura foi inaugurada no Dia Internacional da Não-Violência, data que coincide com o décimo aniversário da fundação em Portugal. O piso utiliza o sistema Corkeen, da Amorim, feito de cortiça natural, que amortece quedas, oferece isolamento térmico natural e não contém compostos orgânicos voláteis nem formaldeído. A Fundação LAPS, criada em Turim em 2016, está presente em Portugal desde 2021 e já tinha inaugurado a primeira Casa LAPS no Funchal.

Portugal autoriza cedência de terreno para centro de energia oceânica em Viana do Castelo

O Governo português autorizou a Câmara Municipal de Viana do Castelo a obter o direito de superfície sobre um terreno pertencente à Universidade Politécnica de Viana do Castelo. O terreno destina-se à construção de um Centro de Tecnologia e Inovação dedicado às energias e tecnologias oceânicas. A decisão resolve um passo jurídico necessário antes do avanço da construção, apoiando o desenvolvimento da investigação em energias renováveis marinhas na região.

Sertã testa contadores de água inteligentes em rua residencial

O Município da Sertã lançou um projeto piloto de telemetria residencial, instalando contadores eletrónicos inteligentes na Rua Ângelo Pedro Farinha, na vila da Sertã. Nos últimos dois meses foram substituídos cerca de 70 contadores volumétricos tradicionais por contadores inteligentes de tecnologia ultrassónica, no âmbito de uma nova abordagem à monitorização e gestão dos consumos de água. A iniciativa visa modernizar a gestão do abastecimento local através de telemetria, embora os detalhes sobre as funcionalidades concretas dos novos contadores não tenham sido totalmente revelados.

Alcobaça testa novo modelo de trânsito no centro histórico

O município de Alcobaça está a testar um novo modelo de circulação rodoviária no centro histórico da cidade, uma iniciativa que tem dividido opiniões entre os moradores. O teste visa avaliar diferentes soluções de mobilidade antes de uma futura requalificação urbana. Essa intervenção posterior pretende melhorar as ligações pedonais entre o Mosteiro e o Castelo, aumentar os passeios e tornar o local mais acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Água: redes, campos e estratégias

Presidente da CAP pede aplicação rápida da estratégia da água

Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP, afirmou numa entrevista à margem do XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem que Portugal não tem falta de estratégia para a água, referindo-se à estratégia governamental "Água Que Une", que a CAP aplaudiu. Defendeu que o foco deve estar agora na sua implementação no terreno, sem dispersão em discussões laterais. Sublinhou que Portugal tem apenas cerca de 16% a 17% da superfície agrícola útil irrigada, muito abaixo da média espanhola de 23% e das percentagens da Catalunha, Valência e Múrcia, que chegam aos 33% e 50%, respetivamente.

Associação de jovens agricultores pede modernização das redes de regadio

Um representante dos jovens agricultores afirma que o regadio está presente em quase todos os projetos de investimento deste grupo, associando-o a produtividade, competitividade e qualidade. A iniciativa 'Água Que Une' propõe não só aumentar a área regada, mas também recuperar e modernizar infraestruturas existentes, incluindo a melhoria de barragens e a correção de condutas. As declarações foram feitas no programa 'Voz do Campo', que dá voz a reivindicações do setor agrícola sobre investimento na gestão da água.

Presidente da Câmara da Batalha diz que rede de água precisa de décadas de obras

O presidente da Câmara da Batalha, André Sousa, afirmou que a rede de abastecimento de água do município é "do século passado", com problemas de pressão, perdas de água e falta de redundância. Segundo estimou, serão necessários entre cinco a sete mandatos para concretizar todas as intervenções necessárias, reconhecendo que o município não tem capacidade para as realizar nas próximas décadas. A declaração sublinha um défice de investimento de longo prazo na infraestrutura de água do concelho.

Floresta, construção e o panorama geral

Portugal entrega 285 tratores para reforçar prevenção de incêndios

O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, mostrou-se confiante de que a floresta estará mais protegida no próximo verão, após a entrega de equipamentos a municípios, comunidades intermunicipais e organizações de produtores florestais. Oito tratores foram entregues a oito municípios do distrito de Viseu, no âmbito de uma distribuição nacional de 285 tratores e novas motorroçadoras para as equipas de sapadores florestais, integrada num investimento de cerca de 80 milhões de euros no âmbito da estratégia Floresta 2050. Entre janeiro e setembro de 2025 registaram-se 8.032 incêndios rurais, que arderam 74.251 hectares, menos de 70% do valor do ano anterior. Ladeira adiantou ainda que o programa Floresta Ativa deverá reabrir brevemente.

Carbono incorporado torna-se um risco financeiro na construção

Um artigo de opinião defende que o carbono incorporado, resultante da produção e transporte de materiais antes mesmo de o edifício ser usado, pode representar cerca de 70% das emissões ao longo da vida útil de um edifício, muito mais do que o consumo energético operacional. Novas regras europeias, como a Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios e o Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço, estão a transformar este fator numa variável económica que influencia preços, cadeias de abastecimento e decisões de investimento. Os edifícios públicos novos terão de atingir emissões zero a partir de 2028, alargando-se a todos os edifícios novos em 2030. Dados do Catalyst Group citados apontam para depreciações financeiras entre 21% e 40% em ativos que não se adaptem.

É bom saber

Paredes de Coura distribui compostores gratuitos para reduzir resíduos em aterro

O Município de Paredes de Coura está a distribuir gratuitamente compostores a famílias, IPSS, estabelecimentos de restauração e ao Agrupamento de Escolas do concelho, no âmbito do Projeto de Compostagem do Concelho. A iniciativa, financiada pelo Fundo Ambiental, visa incentivar a separação e valorização dos biorresíduos, reduzindo a quantidade de lixo enviada para aterro e os custos associados. O presidente da Câmara, Tiago Cunha, destaca que o custo da deposição em aterro subiu de nove para 95 euros por tonelada, com impacto direto na fatura dos consumidores. O projeto tem ainda uma componente pedagógica, permitindo aos alunos acompanhar o processo de transformação dos resíduos orgânicos.

Especialista explica quando as batatas grelhadas ainda se podem comer

Um professor de epidemiologia citado pela Real Simple explica que ver pequenos rebentos nas batatas não significa que estas tenham de ir imediatamente para o lixo. As batatas contêm naturalmente glicoalcaloides, como a solanina e a chaconina, que se concentram mais nos rebentos e nas zonas verdes e que a cozedura não neutraliza. Os grelos devem ser sempre retirados e nunca consumidos, e as zonas verdes removidas generosamente. Batatas firmes com poucos rebentos ainda podem ser aproveitadas, mas as que estiverem moles, enrugadas, podres, com odor desagradável, muito verdes, sabor amargo ou sensação de ardor devem ser deitadas fora. Guardá-las num local fresco, escuro e ventilado, afastadas das cebolas, ajuda a retardar a deterioração.

Perto de casa

Festival na Montaria recupera tradições ligadas à cultura do milho

A Associação Desportiva e Cultural Montariense promove, no domingo, 4 de outubro, um dia dedicado à cultura tradicional do milho na Montaria e na Serra d'Arga, integrado no projeto 'Do Grão à Broa', com o apoio do município de Viana do Castelo. O programa inclui uma sessão de confeção tradicional de broa, uma visita a um moinho recuperado, um almoço sujeito a marcação prévia e, à tarde, uma desfolhada recriada com tocadores de concertina, terminando com um magusto. As atividades são gratuitas, mas a sessão de broa está limitada a 12 participantes. A iniciativa procura preservar saberes e práticas rurais ligados ao milho, transmitidos entre gerações.

Sete dias do Pulso, reunidos numa leitura semanal.Ler o Pulso Semanal

O Pulso na sua caixa de entrada

Uma leitura curta todas as manhãs — o que se passa no Portugal sustentável.

Recentes