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Pulso

31 de agosto de 2026

Bom dia. Hoje são a terra e a água que falam mais alto: rios cada vez mais salgados, produtores de leite a fazer contas e um passadiço a segurar discretamente uma duna.

A água, a terra e o que nos dizem

Novo passadiço liga duas praias de Castro Marim e protege dunas

Um novo troço de passadiço que liga a Praia Verde Lago, em Altura, à Praia Verde, no concelho de Castro Marim, foi aberto ao público a 21 de agosto. A estrutura prolonga o passadiço existente desde a Ribeira do Álamo e visa proteger o cordão dunar, reduzindo o pisoteio e melhorando o acesso às praias. Inclui uma zona mais elevada para veículos de emergência e terá iluminação. A construção resultou de uma parceria público-privada associada a um concurso da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com o Município de Castro Marim, cujo promotor irá também construir um novo apoio de praia com instalações sanitárias na Praia Verde Lago.

O aperto na agricultura

Açores aprovam apoio de 3 milhões de euros aos agricultores

O Governo dos Açores definiu as regras de um apoio aos agricultores, financiado por uma verba prometida pela República, segundo a manchete do Açoriano Oriental de segunda-feira, 31 de agosto de 2026. O apoio ascende a 3 milhões de euros. O texto disponível não adianta mais pormenores sobre critérios de acesso, calendário ou forma de distribuição da verba.

Energia, em revisão

Insolvência da dona britânica coloca venda da central solar de Alcoutim em cima da mesa

A Welink Energy Portugal 2 (UK), sociedade britânica que controla a Solara4, dona da maior central fotovoltaica do país, em Alcoutim, entrou em processo de insolvência no Reino Unido a 11 de junho. A central, com 219 MW e um investimento de cerca de 175 milhões de euros, está em funcionamento desde 2021 e continua a operar, mas a gestão passou para a Exus e a Enertis, que analisam uma eventual venda. Os administradores apontam produção abaixo do previsto, preços de eletricidade negativos, incêndios e falhas de equipamentos como causas das dificuldades. A construtora chinesa CTIEC reclama cerca de 143 milhões de euros em arbitragem, e os financiadores Investec e Kommunalkredit Austria têm uma exposição estimada em 64 milhões. Um projeto de expansão eólica e de baterias continua em avaliação ambiental.

Casas e dinheiro público

Matosinhos entrega últimas 105 chaves de habitação pública

A Câmara Municipal de Matosinhos entregou as últimas 105 chaves de um total de 512 fogos construídos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Com esta entrega final, o parque de habitação pública do município passa a representar 6% do total de habitação em Matosinhos. O programa teve como objetivo alargar o acesso a casas a preços acessíveis para os residentes locais.

Fundos europeus atribuem 18 milhões para habitação na Madeira

Um programa regional financiado pelo FEDER vai distribuir 18 milhões de euros para projetos de habitação nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos e Santa Cruz, e para o IHM. O anúncio é o destaque principal da edição de hoje do Jornal da Madeira, que traz ainda outras notícias locais, entre elas o projeto de reabilitação da antiga fábrica da manteiga da Fajã da Ovelha, comprada por estrangeiros para ser transformada em habitação, e uma nova etapa do projeto Trégua, que junta estudantes universitários e reclusos.

Mobilidade, perto de casa

Oleiros junta-se à rede nacional de cidades pedonais

O Município de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, aderiu à Rede de Cidades e Vilas com Mobilidade Pedonal. A adesão dá ao município acesso a um conjunto de benefícios orientados para a promoção da mobilidade sustentável. A iniciativa insere-se nos esforços locais para incentivar a mobilidade a pé no território do concelho.

Câmara da Lousã atribui à ERSUC ecopontos cheios no concelho

A Câmara Municipal da Lousã respondeu às queixas sobre a acumulação de resíduos em vários ecopontos do concelho. Segundo a autarquia, a recolha seletiva de papel e cartão, vidro e embalagens é da responsabilidade da ERSUC, a empresa de gestão de resíduos da região. O município garante que já contactou a empresa, pessoalmente e por escrito, para pedir a resolução dos problemas, sem que seja apresentado um prazo concreto para a situação ser resolvida.

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