Óbidos e Peniche opõem-se a mina a céu aberto na Serra d'El-Rei
As câmaras de Óbidos e Peniche entregaram pareceres desfavoráveis à APA - Agência Portuguesa do Ambiente contra a concessão C-185 Royal China Clay, atribuída à Motamineral, do grupo Mota Ceramic Solutions. O projeto prevê extrair 569 mil toneladas anuais durante duas décadas numa mina a céu aberto com cerca de 108 hectares na Serra d'El-Rei, sobretudo areias e argilas comuns, sendo o caulino a menor fatia. Os municípios alertam para o consumo elevado de água, degradação de solos e habitats, alteração da paisagem, tráfego de camiões pesados e ruído. Pedem aos cidadãos que participem no Portal Participa até 1 de setembro.
Quercus opõe-se a projeto de exploração mineira na Serra d'El-Rei
A associação ambientalista Quercus manifestou-se contra o projeto da Concessão Mineira C-185 «Royal China Clay», na Serra d'El-Rei, concelho de Peniche, e apela à CIM Oeste para que assuma posição contrária. O projeto, da responsabilidade da MOTAMINERAL, destina-se a abastecer a fábrica de cerâmicas da MCS, ocupa mais de 100 hectares e tem duração estimada de duas décadas, estando em consulta pública até 1 de setembro. A Quercus alerta para riscos hídricos, na qualidade do ar e para a perda de habitats e sobreiros, dos quais 71% na área seriam afetados. A associação critica ainda o período de consulta, coincidente com as férias de verão, e pede uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável ou a suspensão do processo.
Câmara de Gavião opõe-se a projeto fotovoltaico e eólico da Endesa
A Câmara Municipal de Gavião, no distrito de Portalegre, emitiu parecer desfavorável a um projeto da Endesa para uma linha elétrica de 220 kv entre Atalaia-Torre das Vargens e Cruzeiro-Concavada, associado à reconversão da Central Termoelétrica do Pego para energias renováveis. O presidente António Severino afirma que o concelho já tem 400 hectares classificados como área de parque solar, dos quais 80 ocupados por painéis, e considera que mais projetos deste tipo prejudicam o território e agravam a desertificação. Segundo o autarca, o projeto prevê uma subestação junto de uma aldeia, concentrando linhas do Crato, Ponte de Sor e Gavião, com impactos negativos sobre as povoações vizinhas.
Organizações ambientalistas rejeitam pequenos reatores nucleares em Portugal
Organizações ambientalistas portuguesas Geota, Quercus e Zero rejeitam os pequenos reatores nucleares modulares (SMR) como solução energética para Portugal, considerando-os caros, lentos e arriscados. Em resposta a um retomar do investimento nuclear a nível mundial, as três organizações defendem que o país deve apostar antes nas energias renováveis, no armazenamento, no reforço das redes e na eficiência energética, recursos que Portugal já tem em abundância. Alertam que os SMR continuam a ser uma promessa tecnológica não comprovada, geram mais resíduos radioativos por unidade de eletricidade do que os grandes reatores, e desviariam investimento de soluções mais rápidas e baratas. O nuclear, acrescentam, continua a ser a fonte de eletricidade mais cara e produz resíduos perigosos de longa duração.