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A semana no Pulso · 13–19 de julho de 2026

Avanços na energia limpa enfrentam escolhas mais difíceis sobre o território

Portugal produziu 86,2% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, mas continuam por resolver as divergências sobre a localização da nova capacidade. As restrições ao abastecimento de água em Almada e os riscos climáticos na Madeira revelaram a pressão sobre sistemas essenciais. No Algarve, a reparação de condutas permitiu poupar água, enquanto os olivais e as plantações diversificadas mostraram formas práticas de tornar mais resilientes as paisagens propensas a incêndios.

7 edições diárias · 177 histórias · 7 regiões

O que marcou a semana

Os dados da eletricidade em Portugal mostram a dimensão da mudança já alcançada. As fontes renováveis representaram 86,2% da produção em 2024, impulsionadas sobretudo pelo crescimento da energia solar, enquanto o consumo de gás natural caiu acentuadamente. No entanto, a próxima fase é também uma questão de planeamento. A Rewilding Portugal e a Quercus afirmam que o programa de zonas de aceleração das energias renováveis não inclui uma avaliação de impactes cumulativos e exclui reservas ecológicas protegidas. O governo diz que os municípios manterão plena autonomia para definir as zonas através de planos locais, após uma consulta que recebeu mais de 9.000 respostas. A segurança hídrica assume contornos diferentes consoante o local. O abastecimento em Almada continua limitado enquanto a entidade gestora repõe as reservas, embora a ERSAR garanta a qualidade da água e peça aos residentes que deem prioridade aos usos essenciais. No Algarve, os municípios reabilitaram mais de 160 quilómetros de condutas e pouparam mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de água, superando as metas do PRR. A Madeira está a olhar mais longe: as projeções discutidas no Funchal incluem menos precipitação, subida do nível do mar e fenómenos mais extremos até 2100. O balanço dos incêndios reforça a necessidade de intervir à escala da paisagem. Apenas 44 incêndios causaram 91% dos cerca de 271.000 hectares ardidos em 2025, segundo um relatório do SGIFR. Esta conclusão dirige a atenção para a prevenção de incêndios extremos. Perto de Abrantes, uma associação afirma que a recuperação de olivais tradicionais abandonados pode reduzir o material combustível e abrandar a propagação do fogo; desde 2023, recuperou 5.000 árvores. No Crato, a Ekogaio combinou permacultura, agrossilvicultura e gestão da água em terrenos municipais, onde foram plantadas mais de 10.000 árvores. Em conjunto, estas iniciativas testam formas concretas de gerir o território antes de começarem incêndios destrutivos.

As histórias da semana

Energia limpa, territórios em disputa

As fontes renováveis dominaram a produção de eletricidade em 2024, com a energia solar a impulsionar o aumento e o consumo de gás natural a diminuir. O debate centra-se agora na localização: os grupos ambientalistas questionam as salvaguardas ecológicas, enquanto o governo afirma que os municípios controlarão as zonas de aceleração através dos seus próprios planos.

Renováveis geram mais de 86% da eletricidade

Dados do INE mostram que as renováveis chegaram a 86,2% da eletricidade produzida em 2024, impulsionadas sobretudo pelo solar, enquanto o consumo de gás natural caiu de forma acentuada.

Organizações ambientais contestam o programa

A Rewilding Portugal e a Quercus criticaram o programa das zonas de aceleração de renováveis, apontando a ausência de avaliação de impactos cumulativos e a exclusão da Reserva Ecológica Nacional.

Municípios mantêm autonomia sobre zonas renováveis

O Governo garantiu que os municípios terão autonomia total para definir zonas de aceleração de renováveis através dos PDM, após uma consulta com mais de 9.000 participações.

Água sob pressão

As limitações ao abastecimento em Almada, a redução das perdas no Algarve e as projeções climáticas de longo prazo para a Madeira mostram três dimensões da segurança hídrica: contenção imediata, investimento em redes envelhecidas e preparação para menos precipitação, subida do nível do mar e fenómenos mais extremos.

Cuidar da paisagem antes das chamas

Apenas 44 incêndios causaram 91% da área ardida em 2025, colocando em destaque a prevenção de incêndios extremos. O trabalho desenvolvido em Abrantes e no Crato apresenta abordagens concretas à gestão da paisagem, desde a recuperação de olivais abandonados até à combinação de agrossilvicultura, permacultura, gestão da água e plantação de árvores.

O mapa continua a preencher-se. Esta semana acrescentámos 47 projetos e 83 eventos. A Sustainable Living liga agora 220 projetos, 117 eventos próximos e 473 pessoas em Portugal.

Novos projetos esta semana

Na nossa agenda

jul2417:00
Escola do Reparar 2026 | Ed#7 | LANDscape: Modalidade Avulsa (inscrições)

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Workshop

24/07 – 01/08

Trust Collective, Barril de Alva, Arganil · Barril de Alva

Escola do Reparar 2026 | Ed#7 Re-flexo & Re-clame: a rechamação do mistério PARTICIPAÇÃO AVULSA (inscrições) Módulo: LANDscape 24 jul – 1 ago 2026 | Trust Collective, Barril de Alva (Arganil) "Re-flexo para ver de novo. Re-clame para dizer com rigor. Rechamação do Mistério: fazer brilhar o que nos insepara. Reparar o Irreparável em nós." ■■■ A Escola do Reparar é o programa anual de (trans)formação, investigação e criação do AND Lab, orientado pelo Modo Operativo AND (MO_AND). A questão-tema…

jul2510:00
Descida do Rio Ocreza

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Atividade ao ar livre

Proença-a-Nova

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