Renováveis geram mais de 86% da eletricidade
Dados do INE mostram que as renováveis chegaram a 86,2% da eletricidade produzida em 2024, impulsionadas sobretudo pelo solar, enquanto o consumo de gás natural caiu de forma acentuada.
Portugal produziu 86,2% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, mas continuam por resolver as divergências sobre a localização da nova capacidade. As restrições ao abastecimento de água em Almada e os riscos climáticos na Madeira revelaram a pressão sobre sistemas essenciais. No Algarve, a reparação de condutas permitiu poupar água, enquanto os olivais e as plantações diversificadas mostraram formas práticas de tornar mais resilientes as paisagens propensas a incêndios.
As fontes renováveis dominaram a produção de eletricidade em 2024, com a energia solar a impulsionar o aumento e o consumo de gás natural a diminuir. O debate centra-se agora na localização: os grupos ambientalistas questionam as salvaguardas ecológicas, enquanto o governo afirma que os municípios controlarão as zonas de aceleração através dos seus próprios planos.
Dados do INE mostram que as renováveis chegaram a 86,2% da eletricidade produzida em 2024, impulsionadas sobretudo pelo solar, enquanto o consumo de gás natural caiu de forma acentuada.
A Rewilding Portugal e a Quercus criticaram o programa das zonas de aceleração de renováveis, apontando a ausência de avaliação de impactos cumulativos e a exclusão da Reserva Ecológica Nacional.
O Governo garantiu que os municípios terão autonomia total para definir zonas de aceleração de renováveis através dos PDM, após uma consulta com mais de 9.000 participações.
As limitações ao abastecimento em Almada, a redução das perdas no Algarve e as projeções climáticas de longo prazo para a Madeira mostram três dimensões da segurança hídrica: contenção imediata, investimento em redes envelhecidas e preparação para menos precipitação, subida do nível do mar e fenómenos mais extremos.
A ERSAR indica que o abastecimento em Almada continua limitado enquanto se recuperam reservas, com a qualidade assegurada e um apelo ao uso responsável e prioritário.
Os municípios do Algarve superaram as metas do PRR, reabilitando mais de 160 km de condutas e poupando mais de 2,15 milhões de m³ de água.
Um workshop no Funchal analisou como as alterações climáticas ameaçam as infraestruturas de água, apresentando projeções de menos chuva, subida do mar e mais eventos extremos na Madeira até 2100.
Apenas 44 incêndios causaram 91% da área ardida em 2025, colocando em destaque a prevenção de incêndios extremos. O trabalho desenvolvido em Abrantes e no Crato apresenta abordagens concretas à gestão da paisagem, desde a recuperação de olivais abandonados até à combinação de agrossilvicultura, permacultura, gestão da água e plantação de árvores.
Um relatório do SGIFR revela que só 44 incêndios causaram 91% dos cerca de 271 mil hectares ardidos em 2025, deslocando o foco para a prevenção de fogos extremos.
Uma associação de Abrantes defende que recuperar olivais tradicionais abandonados reduz combustível e a propagação do fogo, tendo recuperado 5.000 oliveiras desde 2023.
A Ekogaio combina permacultura, agrofloresta e gestão da água para restaurar ecossistemas, com um projeto de destaque no Crato onde plantaram mais de 10 mil árvores em terrenos municipais.
O mapa continua a preencher-se. Esta semana acrescentámos 47 projetos e 83 eventos. A Sustainable Living liga agora 220 projetos, 117 eventos próximos e 473 pessoas em Portugal.

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Geocaminhada em Castro Verde, com martelos e lupas de geólogo, para explorar a paisagem geológica da Reserva da Biosfera. Atividade destinada a crianças a partir dos 10 anos e adultos até 65 anos.


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