Polémica solar trava visita a Évora
A ministra do Ambiente cancelou uma visita a Évora após protestos contra três megaprojetos solares junto à cidade Património Mundial.
Os planos para as energias renováveis suscitaram esta semana questões sobre o uso do solo, os dados disponíveis e as preocupações locais, enquanto o calor extremo manteve a segurança hídrica no centro das atenções. O Algarve apresentou duas respostas práticas, através da reparação de condutas e de um pequeno refúgio climático. As notícias sobre a vida selvagem foram desde o declínio de aves comuns até à instalação de novos abrigos para cavalos-marinhos e ao registo de uma lontra em Sintra pela primeira vez em décadas.
As propostas de produção renovável enfrentam exigências de regras de localização mais rigorosas e de dados mais claros. Os protestos impediram uma visita ministerial a Évora, enquanto uma plataforma regional pediu uma suspensão e organizações ambientalistas defenderam zonas de aceleração definidas com base em critérios científicos.
A ministra do Ambiente cancelou uma visita a Évora após protestos contra três megaprojetos solares junto à cidade Património Mundial.
Dez organizações ambientais defendem critérios científicos rigorosos para as zonas de aceleração das renováveis, alertando que o limite de 1% por município pode ser contraproducente.
A Plataforma Nordeste Vivo escreveu ao ministro da Agricultura a pedir a suspensão temporária de novos projetos em vários concelhos do Nordeste Transmontano. Invoca riscos para os solos agrícolas e a soberania alimentar e pede um estudo transparente.
O calor está a agravar o stress hídrico na Europa, deixando locais expostos como Portugal com pouca margem para adiar medidas. No Algarve, a renovação de condutas já está a permitir poupar água, enquanto Ameixial apresenta um modelo para disponibilizar sombra e água nas aldeias do sul.
O calor extremo, agravado pelas alterações climáticas, resseca rios, solos e reservatórios na Europa mesmo quando chove. Portugal é dos países mais expostos.
Os municípios do Algarve superaram as metas do PRR, investindo mais de 40 milhões de euros para reabilitar mais de 160 km de redes e poupar mais de 2,15 hectómetros cúbicos de água.
Um espelho de água no Ameixial, feito por menos de 50 mil euros, tornou-se um refúgio climático eficaz e um modelo replicável para as aldeias do sul.
O declínio das aves demonstra o valor de uma monitorização segura e de longo prazo, enquanto a recuperação local permite prestar uma ajuda mais imediata. Os abrigos para cavalos-marinhos no Tejo e o avistamento de uma lontra em Sintra oferecem sinais concretos de intervenção e de uma possível melhoria dos habitats, sem anularem as pressões mais vastas.
Hany Alonso, da SPEA, explica por que os declínios de aves familiares como a andorinha e o cuco revelam problemas ambientais mais amplos, muito ligados à intensificação agrícola. Alerta ainda que o censo, com mais de 20 anos, continua sem financiamento assegurado.
A WWF Portugal colocou nove abrigos no estuário do Tejo para ajudar duas espécies ameaçadas de cavalos-marinhos face à poluição, ao lixo e ao ruído subaquático. É o primeiro passo do projeto de restauro D-EVOLUÇÃO, com envolvimento de pescadores locais.
Fotoarmadilhas no Parque da Pena confirmaram uma lontra pela primeira vez em décadas, algo que a Parques de Sintra lê como sinal de habitats mais saudáveis. A entidade anunciou ainda cinco milhões de euros este ano para resiliência climática e biodiversidade.
O mapa continua a preencher-se. Esta semana acrescentámos 29 projetos e 59 eventos. A Sustainable Living liga agora 247 projetos, 133 eventos próximos e 570 pessoas em Portugal.

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A Câmara Municipal de Valença promove um workshop sobre controlo de plantas invasoras no Mosteiro de Sanfins, incluindo componente prática de campo focada em acácias. A participação é gratuita mas requer inscrição prévia.


Fórum comemorativo dos 50 anos do Parque Natural da Arrábida, com sessão institucional, lançamento de livro de honra, testemunhos e apontamentos culturais, organizado pela Câmara de Setúbal e o ICNF.


Oficina comunitária de bicicletas, aberta às segundas e quartas-feiras das 18h às 21h, onde ciclistas de diferentes níveis podem aprender reparações e manutenção, partilhando ferramentas e peças doadas.


Assembleia participativa organizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo a 1 de agosto em Castelo de Vide, onde residentes maiores de 18 anos podem apresentar ideias e propostas sobre mobilidade sustentável, transportes e acessibilidade na região. Inscrições até 24 de julho, com seleção por sorteio.


Exposição de resíduos encontrados na orla costeira, criada por Gui Ribeiro, organizada pelo Parque Natural das Flores no âmbito do projeto LIFE IP Azores Natura, patente durante agosto.

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