Eletricidade doméstica em Portugal custa menos 20% do que a média da Área do Euro
No segundo semestre de 2025, os consumidores domésticos portugueses pagaram em média 0,2594 euros por kWh de eletricidade, segundo o boletim da ERSE com dados do Eurostat. O valor é 7% inferior ao do ano anterior, 20% abaixo da média da Área do Euro, 16% abaixo da União Europeia e 10% abaixo de Espanha, e Portugal mantém-se abaixo da média europeia há cinco anos. Os preços continuam, contudo, muito dispersos consoante o consumo e o tarifário, entre 0,489 e 0,2282 euros por kWh. A plataforma Manie analisou 94.037 faturas e concluiu que os seus utilizadores pagam menos 6,9% do que a média nacional, com diferenças entre 4,3% e 10,2% conforme a banda de consumo.
Ministra da Energia defende renováveis para travar o preço da eletricidade
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, defendeu em Londres que Portugal deve continuar a apostar na eletrificação e nas renováveis para conter os preços da eletricidade e diminuir a exposição a crises internacionais. Lembrou que estas fontes já respondem por cerca de 80% da produção elétrica nacional e sustentou que a estabilidade das políticas atrai investimento. Reconheceu os riscos das alterações climáticas, como a seca, mas prevê que o potencial solar se mantenha ou aumente e que o vento continue relevante. Reuniu-se ainda com o homólogo britânico para falar da integração do Reino Unido no mercado europeu da eletricidade, mas afastou, para já, uma interligação entre os dois países, por causa dos custos das redes.
Portugal é quinto da UE no investimento verde empresarial face ao PIB
As grandes empresas da União Europeia investiram 512 mil milhões de euros em projetos verdes e de transição em 2025, cerca de 21% do investimento empresarial total. Portugal pesa 2% do conjunto, perto de 6 mil milhões, mas surge em quinto lugar quando o valor é medido em percentagem do PIB, acima da média europeia de 1,7%. Na indústria transformadora, o investimento português alinhado com a taxonomia rondou os 400 milhões de euros, mais 71% do que em 2024. O relatório, de uma plataforma consultiva da UE para as finanças sustentáveis, ressalva que os números seguem a sede das empresas e não o local onde o dinheiro é aplicado. O BCE estima que seria necessário investir mais 2,7% a 3,7% do PIB por ano para cumprir as metas climáticas.
PMEs portuguesas devem escalonar investimentos verdes para manter a competitividade
As pequenas e médias empresas são 99% do tecido empresarial português e empregam três quartos dos trabalhadores, mas têm menos folga de tesouraria, estruturas de gestão mais leves e menos conhecimento especializado do que as grandes empresas para investir em sustentabilidade. A OCDE aponta estas limitações como barreiras centrais à transição verde. Dois autores da Porto Business School defendem que as PMEs devem sequenciar os investimentos, de modo que cada etapa reforce a capacidade de dar a seguinte. No têxtil, um dos três setores prioritários, a rastreabilidade digital de matérias-primas melhora o planeamento da produção e abre caminho a materiais circulares e ao redesenho de produtos.
LUZiGÁS, comercializadora do Algarve, faz dez anos e aponta a 50 milhões de euros em 2036
A LUZiGÁS, comercializadora de eletricidade e gás com sede operacional em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, assinalou os dez anos de atividade com uma conferência internacional na Universidade Lusíada, em Lisboa. Fundada em 2016, tem cerca de 15 mil clientes em todo o país e transaciona mais de 100 GWh de energia por ano. Para a próxima década, pretende mais do que duplicar a carteira de clientes e chegar a 50 milhões de euros de volume de negócios em 2036. O crescimento assenta na comercialização de energia, no solar fotovoltaico, no armazenamento e na mobilidade elétrica. O encontro juntou responsáveis do setor para debater a transição energética, a eletrificação, o armazenamento e os gases renováveis.
Governo cria majoração de 30% nos combustíveis para embarcações até 12 metros
Uma portaria publicada em Diário da República acrescenta uma majoração de 30% ao apoio aos custos dos combustíveis já atribuído ao setor das pescas no âmbito do Programa Mar 2030. A medida destina-se apenas à pequena pesca, em embarcações com comprimento de fora a fora até 12 metros. Tem uma dotação de 635 mil euros e vale para o período entre 1 de março de 2026 e 31 de março de 2027, para fazer face à subida dos combustíveis associada à crise no Médio Oriente. O montante acumulado de auxílios por beneficiário, ao abrigo do enquadramento temporário europeu, não pode exceder 50 mil euros, e o IFAP trata da atribuição e do pagamento.
Dez concelhos do distrito de Beja vão ganhar tratores contra incêndios rurais
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai ceder um trator a cada uma de dez câmaras municipais do distrito de Beja, para que possam limpar terrenos e reduzir o risco de incêndios rurais. Os protocolos foram assinados em Santiago do Cacém. Os concelhos são Aljustrel, Almodôvar, Barrancos, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ourique, Serpa e Vidigueira. A cedência integra um programa nacional de 150 tratores, com um investimento perto de 27,5 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Ainda não se sabe quando as máquinas chegam, nem as suas características técnicas.
Vila Praia de Âncora abre o primeiro balcão eletrónico do mar do Norte
O concelho de Caminha passou a ter o primeiro Balcão Eletrónico do Mar da Região Norte, instalado no Espaço Cidadão de Vila Praia de Âncora. O serviço nasce de uma parceria entre o Município e a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Oferece atendimento presencial e assistido em matérias de pesca profissional e lúdica, náutica, embarcações de recreio e marítimos, para evitar deslocações a quem precisa de tratar de papéis. Na inauguração, a presidente da Câmara, Liliana Silva, recordou outros projetos ligados ao mar: o novo porto, a Estação Salva-Vidas, o desassoreamento do rio Minho e a certificação do peixe por origem de captura.
Maria Albertina Rodrigues da APEE fecha conferência Green Savers em Lisboa
Maria Albertina Rodrigues, presidente do Conselho Científico da Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), faz a intervenção de encerramento da 8.ª Conferência Green Savers, "Liderar a Transição Sustentável". A sessão decorre na terça-feira, 27 de outubro, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa, e o discurso está marcado para as 12h25. Fala em nome do presidente da associação, Mário Parra da Silva. O programa abre com uma intervenção de Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, e inclui três mesas-debate. A entrada é gratuita, com inscrição prévia, e os lugares são limitados.
Peniche recebe conferência sobre o mar como motor de marcas territoriais e turismo
A Universidade de Leiria e Oeste realiza em Peniche, a 26 de outubro, a partir das 13h30, uma conferência no auditório da Escola de Turismo e Tecnologia do Mar. Organizada em conjunto com a Escola de Educação e Ciências Sociais, procura perceber de que modo o mar pode sustentar marcas territoriais e o desenvolvimento turístico. Depois de uma sessão de abertura com a diretora-geral de Política do Mar, o presidente da Câmara de Peniche e um pró-reitor da universidade, seguem-se dois painéis: um sobre marcas territoriais, com oradoras de instituições brasileiras, e outro sobre o mar como elemento estratégico, com académicos e um representante do município da Nazaré.