Ligação de autocarro entre o aeroporto da Madeira e o Funchal passa a ser 100% elétrica
A Companhia de Autocarros da Madeira (CAM) pôs em circulação, este mês de outubro, novos autocarros Karsan totalmente elétricos na linha Aerobus, que liga o aeroporto internacional ao Funchal. Foram adquiridos oito veículos elétricos: cinco destinam-se ao serviço do aeroporto e três ao transporte público no Porto Santo. Em pleno funcionamento, deverão evitar mais de 850 toneladas de CO2 por ano. Com as infraestruturas de carregamento e os postos de transformação, o investimento ronda os 5,2 milhões de euros, dos quais 2,7 milhões vêm do PRR, através da componente REPowerEU.
Albuquerque vai ver no Caniçal as três novas gruas de 14 milhões de euros
O porto de mercadorias do Caniçal recebeu três gruas novas da marca Liebherr LHM 420, chegadas à Madeira em meados de setembro. O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visita as instalações na segunda-feira, 19 de outubro, às 10h30, para conhecer este investimento privado da OPM, no valor de 14 milhões de euros. Os equipamentos funcionam quase só com energia elétrica e deverão tornar a carga e descarga mais rápidas, passando a média de 11,36 para 20 movimentos por hora e reduzindo os tempos de espera. Juntam-se a quatro equipamentos Kalmar de movimentação horizontal, adquiridos há pouco por 1,8 milhões de euros.
Líderes da Floene e da Mota-Engil defendem ação nos gases renováveis no Fórum Energia
O 14.º Fórum Energia realiza-se a 23 e 24 de novembro no Centro de Congressos do LNEC, em Lisboa, e coloca em destaque a descarbonização da rede de gás e o mercado do biometano. Gabriel Sousa, CEO da Floene, considera os gases renováveis essenciais para as metas de Portugal em 2030 e defende que os projetos exigem agora urgência e soluções concretas. Hugo Pereira, CEO da Mota-Engil Ambiente e Energia, assinala que as unidades de produção de biometano da empresa entraram em funcionamento este ano. O Plano de Ação para o Biometano prevê que este gás substitua 9,1% do consumo de gás natural até 2030, e os painéis vão abordar licenciamento, regulação, novos incentivos à produção e a partilha dos custos de ligação à rede.
Fórum Energia de novembro debate contestação às renováveis, ligações à rede e concurso da baixa tensão
O 14.º Fórum Energia realiza-se a 23 e 24 de novembro, no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, integrado na Semana de Ambiente 2026. O engenheiro Mário Paulo, participante assíduo, destaca três debates: a razão do aumento da contestação a novos projetos de renováveis e como a atenuar, a gestão da rede perante a explosão de pedidos de ligação, incluindo de centros de dados, e o que esperar do concurso da baixa tensão, por resolver desde 2017. As inscrições têm agora um desconto de 10%.
Fórum Resíduos chega aos 20 anos com debate sobre aterros, biorresíduos e valorização energética
O 20.º Fórum Resíduos realiza-se a 25 e 26 de novembro, integrado na Semana de Ambiente 2026. João Levy, presidente da Ecoserviços, lembra que a deposição em aterro continua acima dos 51% e defende que a valorização orgânica e a energética são complementares, e não concorrentes. O programa inclui a otimização das instalações de tratamento mecânico e biológico, novos projetos de valorização energética e uma reflexão sobre se a recolha seletiva de biorresíduos segue o caminho certo, dados os resultados modestos. O segundo dia arranca com um debate estratégico sobre as contradições na gestão de resíduos urbanos, incluindo a relação entre entidades gestoras em alta e em baixa.
Eletricidade regulada deverá encarecer 1,5% em janeiro de 2027
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propõe que a eletricidade no mercado regulado do continente suba 1,5% em janeiro de 2027, face a dezembro. Para as famílias, o encargo mensal aumenta entre 54 cêntimos e 1,28 euros, com taxas e impostos incluídos, consoante o consumo. A variação anual do preço médio em 2027 será de 3,7%, somando-se ao aumento de cerca de 2,7% aplicado em outubro. Em junho, havia cerca de 780 mil clientes neste regime. O regulador prevê ainda que a dívida tarifária do setor desça para 552 milhões de euros em 2027. O Conselho Tarifário tem até 15 de novembro para emitir parecer e os preços finais serão fixados até 15 de dezembro.
Setor automóvel muda com o digital, a eletrificação e a concorrência chinesa
O setor automóvel está a mudar de modelo de negócio, não apenas de tecnologia. Os clientes pesquisam, comparam preços e simulam financiamento online antes de falarem com um vendedor, pelo que os concessionários têm de ligar o digital ao stock, ao crédito e ao pós-venda. A passagem ao elétrico depende do preço de compra, do acesso a carregamento, da autonomia real e do valor residual, e quem não tem garagem vive uma realidade muito diferente. Os construtores chineses avançam depressa na Europa, o que levanta dúvidas sobre concorrência leal e emprego. Um mercado de usados elétricos fiável, com informação clara sobre a saúde da bateria, é visto como decisivo para alargar a adoção.