Loulé entrega 36 novas habitações de arrendamento acessível pagas com fundos do PRR
A Câmara de Loulé entregou, a 27 de outubro, 36 habitações públicas em regime de arrendamento acessível na Urbanização Clona, junto à Mina do Sal, na cidade de Loulé. Os fogos, de tipologias T1 a T4, destinam-se sobretudo a jovens, a profissionais das forças de segurança e a professores que trabalham no concelho, além de famílias de rendimentos intermédios sem capacidade para pagar as rendas de mercado. Foram totalmente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência e integram a Estratégia Local de Habitação até 2032. Com esta entrega, o município soma 171 casas atribuídas neste mandato e tem cerca de mil respostas em desenvolvimento. O presidente da Câmara, Telmo Pinto, garantiu novos sorteios e a intenção de encurtar o intervalo entre a atribuição e a entrega das chaves.
Barcelos inaugura duas respostas de habitação para idosos e pessoas com deficiência financiadas pelo PRR
Foram inauguradas em Alvito, no concelho de Barcelos, duas novas respostas sociais, com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A Azenha dos Afetos, da Casa do Povo de Alvito, reúne dez habitações independentes para 30 residentes, organizadas em torno de espaços comuns, e é uma das primeiras habitações colaborativas do distrito de Braga. As Casas da Aldeia, do Centro Social Vale do Homem, acolhem 30 pessoas com deficiência, com todas as vagas preenchidas e 15 postos de trabalho criados. Os dois projetos somam cerca de 4,5 milhões de euros, com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. A segunda fase, um centro de atividades, está prevista para janeiro de 2027.
Bispo admite que a Igreja pode arrendar imóveis devolutos para aliviar a crise da habitação
O bispo auxiliar do Porto, que preside à Comissão Episcopal da Pastoral Social, afirma que várias dioceses começaram a analisar de que forma os imóveis sem uso podem ajudar a responder à crise da habitação. Em declarações ao jornal 7Margens, Roberto Mariz diz saber de casas paroquiais que já foram colocadas no mercado de arrendamento. Defende que a Igreja deve ponderar disponibilizar imóveis para habitação, de preferência com rendas controladas e acessíveis. Admite, porém, que o número de edifícios aproveitáveis pode ser reduzido, porque alguns estão em uso ou não reúnem condições para servir de casa.
Atraso em protocolo ameaça reabilitação das casas do bairro prisional de Leiria
A reabilitação das 58 casas do bairro prisional de Leiria, que a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) quer destinar a habitação a custos acessíveis, pode estar em risco. O protocolo de cooperação com as condições de cedência dos imóveis continua por assinar, e a CIMRL avisa que o atraso pode comprometer o financiamento da obra, estimada inicialmente em oito milhões de euros. Das 58 casas, 42 estão devolutas. Em maio, a ministra da Justiça visitou o local, onde viu a degradação agravada pelas tempestades, e admitiu que os edifícios estavam num limite crítico e que era urgente encontrar uma solução.
Câmara de Olhão aprova empréstimo de 49 milhões, 40 dos quais para habitação
A Câmara Municipal de Olhão votou, a 29 de outubro, a favor de um pedido de empréstimo de 49 milhões de euros, dos quais 40 milhões ficam destinados à habitação. O presidente, Ricardo Calé, indicou que o pedido segue agora para a Assembleia Municipal, a quem cabe a aprovação. O autarca apontou a habitação como uma das prioridades do executivo e disse que o objetivo é dar aos jovens condições para se fixarem no concelho e constituírem família, numa altura em que encontrar casa continua a ser difícil para muitas famílias.
Governo prepara linha de crédito do BEI para câmaras urbanizarem terrenos
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, revelou que o Governo negoceia com o Banco Europeu de Investimento uma linha de crédito destinada a que os municípios façam obras de urbanização em solos para habitação. As autarquias pagariam o empréstimo com a venda dos terrenos, em condições mais vantajosas do que o crédito comum. O ministro apontou a falta de solo urbanizado como um dos entraves à oferta, que considera a única forma de baixar os preços. Garantiu ainda financiamento público para as 133 mil casas que os municípios identificaram como necessárias até 2030, e a proposta de Orçamento do Estado para 2027 reserva 2.003 milhões de euros para habitação acessível.
A crise da habitação dos anos 70 resolveu-se em 25 anos; as regras atuais impedem repeti-lo
O texto compara a crise atual com a de 1970, quando mais de 120.000 famílias viviam em barracas e faltavam cerca de 500.000 fogos. O autor sustenta que a carência foi superada no final do século, graças a licenciamento mais simples, crédito bonificado e consenso político, com 2,7 milhões de habitações construídas entre 1970 e 2001. Hoje, defende, mais de 2.000 diplomas e regulamentos, normas diferentes em 308 municípios, licenciamentos morosos, falta de capacidade técnica do Estado, escassez de mão de obra qualificada e reabilitação cara travam a oferta. Propõe desmontar os constrangimentos, muitos de origem europeia.
Apelo a pacto entre os municípios da Área Metropolitana do Porto para habitação e mobilidade
Um ano depois das autárquicas, pede-se aos municípios da Área Metropolitana do Porto que deixem de planear a habitação e a mobilidade de forma isolada e passem a articular políticas de médio prazo. O novo plano de mobilidade do Porto quase não considera os vizinhos nem a falta de casas; Gaia discute o seu sem olhar para o outro lado do rio, e há ciclovias a ser construídas de um lado e destruídas do outro. VCI, Douro e A28 servem pessoas de toda a região, e a ferrovia deixa de fora Arouca e Vale de Cambra. Como muitos trabalhadores não conseguem viver na cidade que fazem funcionar, defende-se um pacto intermunicipal.
TUB lançam a Linha 34 para ligar as freguesias do sul de Braga a 2 de novembro
Os Transportes Urbanos de Braga apresentaram junto à igreja de Guisande a nova Linha 34, que começa a circular na segunda-feira, 2 de novembro. A carreira reformula os horários das linhas 18 e 58 e serve a zona sul do concelho, incluindo Guisande, Lamas, Lomar, Arcos e Esporões, Celeirós, Nogueira e as duas freguesias de Penso. Os presidentes de junta, que aguardavam uma ligação deste tipo há cerca de 30 anos, elogiaram a medida pelo ganho de mobilidade entre freguesias para estudantes, trabalhadores das zonas industriais e utentes dos centros de saúde. Deixa de ser necessário ir à cidade para trocar de linha, pois a rotunda do Pinheiro do Bicho funcionará como ponto de ligação com outras carreiras.
Plano de Mobilidade de Leiria prevê anel verde inspirado no Parque do Avião
O Parque do Avião, em Leiria, atravessado pelo percurso Polis, tornou-se sala de estar e ponto de encontro de famílias e desportistas. O Polis, com quase 20 anos, aproximou os habitantes do rio Lis, e ao longo do seu traçado há outras zonas de estadia semelhantes, como o parque radical da Guimarota, o jardim de Santo Agostinho e o Parque Verde. O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Leiria propõe agora um grande espaço verde circular, em anel, que una vários bairros. O objetivo é favorecer a mobilidade suave, o recreio, a fruição cultural, a preservação da paisagem e o conforto climático, o que na prática seria repetir o sucesso do parque noutros pontos da cidade.
Pontevedra reserva 100 mil euros para iniciar ponte pedonal sobre o Minho até Monção
A Diputación de Pontevedra vai reservar 100 mil euros no orçamento de 2027 para arrancar com a construção de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho, entre Monção e As Neves, na Galiza. Será uma ponte suspensa com 84 metros de comprimento e quatro de largura, ligada aos percursos verdes das duas margens. O presidente da instituição, Luis López, afirma que é a primeira de cinco pontes suspensas previstas para o Minho, do lado da província, a chegar a esta fase. O projeto, de 95 mil euros, foi a concurso em 2026 e é pago em partes iguais pela Diputación e pela Câmara de Monção, em colaboração com a AECT Rio Minho. A verba de 2027 serve apenas para dar início às obras e não cobre o custo total.
Governo dos Açores já gastou 42,7 milhões na reconstrução do porto das Lajes das Flores
O Governo dos Açores indica que já foram executados 42,7 milhões de euros no novo porto das Lajes das Flores, de um investimento global previsto de 191,5 milhões, naquela que apresenta como a maior obra pública em curso na região. Só no primeiro semestre de 2026 foram gastos 28,2 milhões. O porto foi destruído pelo furacão Lorenzo, em 2019, e voltou a ser afetado pela tempestade Efrain, em 2022. A empreitada prevê o prolongamento do quebra-mar, um novo molhe-cais de 170 metros e dragagens. A conclusão está prometida para abril de 2030.
Olhão cria hub de biotecnologia marinha de 4,4 milhões para levar a ciência ao mercado
Olhão está a montar o Hub Azul, uma infraestrutura especializada com espaços de cultivo em ambiente controlado e laboratórios de biologia molecular, bioquímica, microbiologia, genética e microscopia. Investigadores e empresas poderão realizar ensaios com peixes, bivalves e algas, estudar a sua saúde e nutrição e testar novas aplicações para os recursos marinhos, sem que cada empresa tenha de comprar equipamento dispendioso. O investimento, de cerca de 4,4 milhões de euros, vem do Fundo Azul e da autarquia, através de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência, e a estrutura integra uma rede nacional da economia do mar. Pretende diversificar a economia algarvia, atrair investimento e criar emprego qualificado. A gestão científica cabe ao laboratório colaborativo S2AQUAcoLAB.