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Pulso

25 de outubro de 2026

Bom dia. Hoje há árvores novas para uma serra ardida, vento renovado em Santa Maria, um debate animado sobre casas e água, e muitas coisas pequenas e boas para fazer esta semana.

Natureza e território

Associação de Ponte da Barca procura árvores autóctones para replantar a Serra Amarela ardida

A associação de Entre Ambos-os-Rios, em Ponte da Barca, pede a doação de árvores autóctones, bem como voluntários e ferramentas, para prosseguir a reflorestação da Serra Amarela, devastada pelo incêndio de julho de 2025, que durou 12 dias. As chamas atingiram 7.550 hectares, dos quais 5.786 no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Arderam cerca de mil árvores plantadas no ano passado e restam 300 a 400 plântulas produzidas localmente. Pretende-se criar um anel de proteção às aldeias de Lourido e Froufe. A 8 de novembro será apresentado um projeto com a Reflorestar Portugal e, a 10, arranca um viveiro pedagógico na escola básica.

Ondas de calor reduzem em até 90% a produção de mel de castanheiro em Montesinho

A produção de mel de castanheiro caiu entre 80% e 90% este ano, segundo o presidente da associação de apicultores. As ondas de calor são apontadas como causa da quebra, que atingiu a maioria das explorações apícolas do Parque Natural de Montesinho.

Movimento exige gestão democrática do Mondego com as autarquias e não só pela APA

O MUNDA, movimento de defesa da bacia hidrográfica do Mondego, exigiu que o rio passe a ser gerido de forma democrática, com a participação das autarquias, e não fique apenas sob a tutela de um organismo do Estado. Critica o sistema atual, em que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) presta contas somente ao governo. A reivindicação foi feita num congresso dedicado ao rio, ao qual, segundo o movimento, a agência tinha sido convidada em maio.

Nova barragem em Fagilde, em Viseu, levanta polémica

A construção de uma nova barragem em Fagilde, no concelho de Viseu, está a gerar controvérsia. Investigadores defendem que a solução de Girabolhos é mais sustentável e mais económica, o que põe em causa a justificação do investimento previsto para Fagilde.

Energia nas ilhas e não só

Três novos aerogeradores do Figueiral, em Santa Maria, em ensaios finais

O Grupo EDA colocou em serviço três novos aerogeradores ENERCON E44, de 900 kW cada, no Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria. Com a licença para ensaios e comissionamento, o parque já injeta energia na rede, enquanto decorrem os ensaios operacionais e os ajustamentos finais dos sistemas de comando, controlo e supervisão, antes da exploração plena. O investimento foi suportado integralmente por capitais próprios da EDA Renováveis. A empresa prevê, para 2027, uma poupança anual de cerca de 1,3 milhões de litros de gasóleo, com a eólica a assegurar cerca de 21% da eletricidade da ilha. Está também prevista a instalação futura de um sistema de reserva rápida com baterias de lítio.

Produção elétrica nos Açores sobe 3,6% com mais combustíveis fósseis e menos renováveis

A produção de eletricidade nas nove ilhas dos Açores cresceu 3,6% entre janeiro e setembro de 2026, face ao mesmo período de 2025, segundo o boletim de produção e consumo da EDA. A térmica assegurou 69,2% do total, mais cerca de 7%, quase toda a partir de fuel. A geotermia recuou 10% e a eólica 17,6%, enquanto a hídrica subiu 3,3%. O consumo aumentou 3,7%, para 637.595 MWh, com o comércio e serviços (43,9%) e o consumo doméstico (39,6%) à frente. As perdas totais fixaram-se em 8,2%.

Painéis solares nos telhados apontados como a próxima etapa da transição energética em Portugal

A conversa sobre o futuro das energias renováveis em Portugal costuma girar em torno dos grandes parques solares, dos projetos eólicos e dos investimentos de grande escala. O texto procura deslocar a atenção para a produção nos telhados, apresentada como a próxima etapa da transição, mas apenas as primeiras linhas estão disponíveis.

Debate sobre renováveis em Portugal passa da produção de energia para o impacto na economia

Durante muitos anos, a discussão sobre energias renováveis em Portugal girou em torno de saber se o país conseguia produzir eletricidade a partir do sol, do vento e da água. Os objetivos eram reduzir a dependência do exterior, diversificar as fontes de abastecimento e aproveitar recursos naturais abundantes. Uma parte importante desse caminho já foi feita. Defende-se agora que a etapa seguinte, a das renováveis como questão económica, poderá ser ainda mais decisiva para a economia portuguesa.

Habitação e custo de vida

Várias dezenas de jovens protestam em Braga contra a crise da habitação

Braga associou-se a uma jornada europeia de contestação ao custo de vida e pelo direito à habitação. Junto ao coreto da Avenida Central, várias dezenas de pessoas, na sua maioria jovens, ocuparam a tarde e a noite num protesto pacífico e de cariz cultural. Exigiram medidas urgentes para travar a crise da habitação e o fosso crescente entre rendimentos e custo de vida em Portugal. Entre os presentes estavam moradores da cidade e imigrantes, unidos num apelo conjunto a reformas rápidas.

BE monta campo de golfe de cinco euros para contestar investimento público em golfe na Madeira

O Bloco de Esquerda na Madeira criticou os investimentos públicos previstos para campos de golfe e defendeu que o dinheiro seja canalizado para habitação com rendas acessíveis. Para marcar a posição, o partido apresentou um campo de golfe simbólico, feito com materiais reciclados, que, segundo Diogo Teixeira, custou cerca de cinco euros. O dirigente apontou os projetos no Porto Santo, em Santana e na Ponta do Pargo, considerou "ridículo" gastar milhões nestas obras quando muitas famílias mal suportam o custo de vida e acusou o Governo Regional de favorecer negócios para as elites. O BE quer habitação no Funchal, no resto da ilha e no Porto Santo, com rendas compatíveis com os rendimentos das famílias.

Restrições ao alojamento local trazem alívio parcial ao arrendamento em Portugal e Espanha

Limitar o alojamento local pode devolver casas ao arrendamento de longa duração, mas o efeito não é automático nem uniforme. Em Lisboa, cerca de 8.300 registos foram eliminados após a pandemia e, ainda assim, os preços continuaram a subir. Em Espanha, desapareceram cerca de 62.000 habitações turísticas entre agosto de 2024 e maio de 2026, mas muitas passaram para o arrendamento de temporada e não para o permanente. A Comissão Europeia quer restrições circunscritas a zonas com pressão habitacional comprovada, apoiadas em três anos de dados e revistas ao fim de cinco. Bruxelas sublinha ainda que é preciso construir mais, reabilitar e criar habitação pública e acessível.

Dirigente liberal de Albufeira diz que limitar o AL não resolve a falta de casas no Algarve

Uma dirigente da Iniciativa Liberal de Albufeira defende que restringir o Alojamento Local não basta para aliviar a crise da habitação no Algarve. Lembra que Lisboa perdeu muitos registos sem a descida de rendas esperada e vê o problema sobretudo na oferta: licenciamentos lentos, custos elevados e entraves à reabilitação. Questiona quantos apartamentos servem hoje de escritórios ou consultórios e propõe que Albufeira conheça o seu parque habitacional, identifique imóveis devolutos, estude incentivos ao arrendamento de longa duração e fiscalize os alojamentos inativos ou em incumprimento.

Opinião: Porto arrisca desperdiçar um instrumento para manter famílias de rendimento médio no centro

A crise de habitação no Porto é consensual, e a cidade dispõe de um instrumento capaz de manter famílias de rendimento médio a viver no centro. O autor defende que vendê-lo por cerca de um oitavo do preço seria desperdiçá-lo, tratando um recurso público escasso como saldo em vez de uma resposta duradoura à acessibilidade.

Debate da habitação em Portugal passa a incidir na forma como se constrói

Portugal discute há vários anos a necessidade de construir mais habitação. A escassez de oferta, a subida dos preços e a dificuldade em comprar ou arrendar casa passaram para o centro do debate económico e social. O texto questiona se acrescentar edifícios chega para criar cidades onde valha a pena viver.

Alimentação, agricultura e política da água

Açores levam prioridades próprias da insularidade à estratégia nacional de segurança alimentar

O Governo dos Açores participou na reflexão sobre a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ENSANP), numa palestra e em oficinas participativas que juntaram instituições, produtores, agricultores e outros profissionais. A Região defende o reforço da produção local como pilar da autonomia alimentar e da resiliência do abastecimento, tendo em conta a insularidade. Entre as prioridades constam a alimentação saudável e a educação alimentar, a produção biológica e os produtos certificados, o combate ao desperdício, a proteção do solo e da água e a adaptação às alterações climáticas. Foram destacados o leite e lacticínios, a carne de bovino, os hortofrutícolas e os produtos com denominação de origem protegida. A secretaria regional da Agricultura salientou ainda o seu papel na estratégia nacional contra o desperdício alimentar e o projeto europeu LIFE IP AGRILOOP, dedicado à economia circular.

Federação de regantes identifica 111 projetos prontos que exigem 1,1 mil milhões

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) identificou 111 projetos de regadio que permitiriam modernizar infraestruturas, reduzir perdas de água e de energia e reforçar o armazenamento e a distribuição. Somam cerca de 1,1 mil milhões de euros de investimento, e alguns já estão em condições de passar à obra. A federação calcula em cerca de 2 mil milhões as necessidades do regadio coletivo até 2030 e estima que dez anos de atraso nos investimentos agrícolas ligados à estratégia "Água que Une" custem à economia mais de 5,4 mil milhões de euros. Lembra que o país armazena apenas cerca de 20% das afluências anuais, o que o deixa vulnerável à seca. As prioridades, o financiamento e o calendário serão debatidos em Reguengos de Monsaraz, a 18 e 19 de novembro.

Deputado de Beja rejeita proibir exportação marítima de animais vivos

O parlamento debateu um projeto de lei do JPP que proibia a exportação de animais vivos por via marítima para países terceiros. O deputado Pedro do Carmo, eleito por Beja, falou contra a proposta e considerou a atividade importante para escoar a produção pecuária nacional. Defendeu que o caminho passa por mais fiscalização e pela responsabilização de quem incumpre, e não pela proibição, apresentando a continuidade das exportações como apoio aos produtores pecuários, à competitividade da agricultura portuguesa e à sustentabilidade do mundo rural. A iniciativa do JPP foi rejeitada na Assembleia da República.

Cooperativa Agrícola de Alcobaça assinala 20 anos com sessão sobre história e futuro

A Cooperativa Agrícola de Alcobaça realizou no sábado, nas suas instalações, uma sessão intitulada "História, Identidade e Futuro", que olhou para os últimos 20 anos da instituição. O encontro recordou o modo como surgiu o associativismo agrícola no concelho e revisitou tanto os momentos mais felizes como os mais difíceis do seu percurso.

Perto de casa

Quinta Ecológica da Moita promove workshop de culinária com bolota em Aveiro

O projeto Quinta Ecológica da Moita promove um workshop de manhã, das 10.30 às 13 horas, dedicado à culinária com bolota. Os participantes vão confecionar pão e bolinhos sem glúten à base deste fruto e provar o resultado no final. A iniciativa é organizada pela Associação BioLiving e pela Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, em parceria com a PAITITI - Organic Food, e procura dar valor aos produtos da floresta e incentivar uma alimentação mais natural e sustentável. As vagas são limitadas e a inscrição custa oito euros para sócios da BioLiving ou irmãos da Misericórdia e dez para os restantes. A receita reverte por inteiro para ações de conservação da natureza na quinta. As inscrições terminam a 11 de novembro.

Município de Beja leva caminhantes pelo património do mármore e da cal em Trigaches

O Município de Beja organiza para este domingo uma caminhada de nove quilómetros por Trigaches, acessível a todas as idades. O percurso segue as marcas da indústria da pedra que moldou a vida da aldeia durante séculos: das antigas pedreiras de mármore, cuja pedra chegou a cidades romanas e ainda se encontra em alguns dos lugares mais emblemáticos de Beja, aos fornos de cal, onde se trabalhava dia e noite. Pelo caminho, os participantes observam a paisagem e os vestígios do património industrial para perceber como os recursos da terra sustentaram gerações de trabalhadores e a memória da comunidade.

Figueira da Foz promove manhã de jogos em família dedicada ao bem-estar animal

A Câmara Municipal da Figueira da Foz promove, a 7 de novembro, entre as 10h00 e as 12h00, o PeddyPet – Peddy-Paper Famílias, no Parque das Abadias Norte, em frente ao ALDI. O percurso tem quatro estações temáticas, com jogos e missões sobre o abandono animal, a saúde e os cuidados essenciais, a adoção responsável e o comportamento dos animais, incluindo em viagem. Os cães podem participar, desde que o seu bem-estar e adaptação às atividades sejam respeitados. A manhã termina com uma missão coletiva em que as famílias assumem compromissos concretos pelo bem-estar animal. As inscrições fazem-se por correio eletrónico, para municipe@cm-figfoz.pt.

Monção põe à disposição scooters elétricas gratuitas para quem tem mobilidade reduzida

O Município de Monção lançou as SEMIG, um serviço gratuito de scooters elétricas para pessoas com mobilidade reduzida, temporária ou permanente. A apresentação foi a 24 de outubro, Dia Municipal para a Igualdade, e o objetivo é promover a autonomia e a inclusão. Os veículos foram pensados para uso diário, dentro e fora de portas, e facilitam o acesso ao comércio, aos serviços e ao património. Basta requisitar e levantar a scooter num de cinco locais: a Loja Interativa de Turismo, o Museu Monção & Memórias, a incubadora de empresas, a Piscina Municipal e a Zona de Lazer do Landre, em Bela. A autarquia pretende assim eliminar barreiras à mobilidade no concelho.

Beja ganha clube de leitura no feminino, com arranque dedicado a Maria Teresa Horta

Vai arrancar em Beja um novo clube de leitura, chamado "Sem Espartilhos", promovido pelo projeto Futurama e dinamizado por Ana Serrano e Gabriela Pó. Os encontros decorrem no último sábado de cada mês e pretendem ser um espaço de partilha e reflexão a partir de obras e autoras. A primeira sessão realiza-se no sábado, 31 de outubro, no espaço Futurama, e é dedicada à escritora Maria Teresa Horta, com "Ema" e "Quotidiano Instável" como sugestões de leitura. A participação é gratuita, mas exige inscrição prévia por correio eletrónico.

PSP de Coimbra leiloa mais de 1.500 objetos perdidos que ninguém reclamou

A PSP de Coimbra vendeu em leilão, a 21 de outubro, mais de 1.500 objetos perdidos e nunca reclamados, perante mais de uma centena de participantes. Havia guarda-chuvas, roupa, mochilas, equipamentos eletrónicos e peças de ouro: cinco guarda-chuvas saíram por dois euros e um saco de bijuteria e ouro por 76. Os artigos vieram de centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz e de empresas de transportes públicos. Ficam um ano à guarda da polícia, que tenta identificar os donos, e a receita reverte para os Serviços Sociais da PSP, que apoiam os seus profissionais.

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