Regadio do Roxo quer condutas sob pressão e legalizar 2.300 hectares regados sem licença plena
A associação que gere o regadio do Roxo, no Baixo Alentejo, quer trocar a atual rede gravítica por condutas enterradas em alta pressão, para reduzir as perdas de água. A obra prevê um reservatório de regularização em Xacafre, uma nova tomada no Canal Condutor Geral e uma estação elevatória para as redes secundárias. O projeto pretende ainda integrar formalmente cerca de 2.329 hectares regados a título precário desde 2015. O aproveitamento, em funcionamento desde 1968, serve 8.561 hectares nos concelhos de Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Santiago do Cacém. A consulta pública do estudo de impacte ambiental decorre até 9 de dezembro, no portal Participa. O valor do investimento não foi divulgado.
Abertas candidaturas a apoio para converter matos em novas pastagens
Está em vigor o período de candidaturas à medida de conversão de matos em novas pastagens, ao abrigo do Aviso de Abertura de Concurso n.º 03/2026. O concurso funciona em contínuo e mantém-se aberto até se esgotar a dotação disponível, de 300 mil euros. As candidaturas são submetidas na Área Reservada do Portal do IFAP, na secção do Fundo Ambiental dedicada à redução de carga combustível. Na respetiva área do portal está disponível um manual de apoio à submissão.
Agricultor regenerativo questiona se a agricultura industrial é mesmo necessária para alimentar o mundo
Um agricultor português ligado à agricultura regenerativa contesta a ideia de que a agricultura industrial seja o único caminho para alimentar uma população em crescimento. Lembra que o planeta já produz alimentos suficientes, mas centenas de milhões de pessoas passam fome, enquanto avançam a obesidade e as doenças metabólicas. Defende que a fome resulta tanto da pobreza, da desigualdade, dos conflitos, do desperdício e da distribuição como da quantidade produzida. Aponta à monocultura, aos fertilizantes sintéticos e à dependência de energia fóssil custos ambientais e de saúde que o preço final não mostra, além da concentração da produção em poucos operadores. Propõe passar de produzir mais a produzir melhor, tratando o solo e os ecossistemas como comunidades vivas e não como matéria-prima.
Elétricos usados podem tornar a mobilidade elétrica acessível a mais famílias em Portugal
O interesse por elétricos usados está a crescer em Portugal: segundo um estudo da carVertical, as consultas de históricos destes veículos aumentaram 49% entre 2024 e 2025 e 98% entre 2025 e 2026. Não são dados de vendas, mas indicam procura. Os elétricos novos continuam caros para as famílias, que não dispõem das vantagens fiscais das empresas, e a forte desvalorização de alguns modelos leva ao mercado de segunda mão veículos recentes e tecnologicamente avançados, a preços mais baixos. O estado e o custo das baterias são a maior dúvida: 67,2% dos comerciantes europeus inquiridos apontam-nos como barreira muito importante. Com um parque automóvel de idade média próxima dos 14 anos, defende-se que os profissionais do setor devem garantir informação credível e avaliações rigorosas das baterias.
Presidente da Câmara de Coimbra defende cuidados ao domicílio profissionalizados em congresso de saúde
A presidente da Câmara de Coimbra, Helena Teodósio, abriu nos dias 29 e 30 de outubro o congresso “Proximidade que Cuida”, organizado pela ULS de Coimbra no Centro Social e Paroquial de S. Pedro. Defendeu que a proximidade dos cuidados é uma questão de conforto e também de segurança clínica, porque facilita a deteção precoce de doenças. Apelou a equipas de domicílio profissionalizadas, ligadas aos serviços de saúde, e a soluções que evitem que a dependência leve de imediato à institucionalização. Com dados do Pordata, avisou que quem tem hoje cerca de 40 anos e não tem irmãos poderá contar apenas com uma pessoa aos 75, passando o custo dos cuidados para instituições, autarquias e erário público. Lembrou ainda que cuidar exige uma remuneração justa.