Autoconsumo coletivo cresce 142% em oito meses e ultrapassa os 2.100 projetos
O número de projetos de autoconsumo coletivo e de comunidades de energia renovável em funcionamento passou de 879, em janeiro, para 2.127, em setembro de 2026, segundo o Ministério do Ambiente e Energia. No conjunto, somam 124,1 MW de potência instalada. O autoconsumo individual também subiu, com mais de 282 mil instalações certificadas e cerca de 2,78 GW no início de outubro. O ministério atribui o resultado ao Decreto-Lei n.º 130/2026, que reduz as consultas ao operador da rede, flexibiliza as regras de proximidade e facilita a entrada e saída de participantes. Os projetos de entidades públicas devem procurar disponibilizar pelo menos 10% da energia partilhada a consumidores vulneráveis, e os projetos elegíveis ficam sete anos isentos de certos encargos da fatura de eletricidade.
Elétricos já são 44,9% das matrículas novas em outubro e a Tesla lidera
Os automóveis 100% elétricos representaram 44,9% das matrículas de ligeiros de passageiros em outubro, com 7.452 unidades e uma subida de 61,4% face a outubro de 2025, segundo dados da ACAP divulgados pela Lusa. Entre janeiro e outubro de 2026, os elétricos ficaram com 30,3% dos 205.507 ligeiros de passageiros matriculados, e a Tesla liderou com 9.673 unidades, seguida da BMW e da Mercedes-Benz. Os híbridos convencionais e os plug-in cresceram no acumulado dos dez meses, mas recuaram em outubro, 9,3% e 19,2% respetivamente. No total de todos os tipos de veículos, as matrículas subiram 9,9%, para 241.293.
Linha do Oeste volta a Torres Vedras após nove meses, mas sem ligação ferroviária a Lisboa
A circulação ferroviária na Linha do Oeste será retomada a 15 de novembro entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, um troço de 41 quilómetros que estava fechado desde 28 de janeiro, após os estragos da depressão Kristin. A data foi anunciada na segunda-feira pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação. Fica assim restabelecida toda a ligação entre a Figueira da Foz e Torres Vedras, depois de os troços a norte terem reaberto em fevereiro e março. O último troço, entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, continua sem comboios e sem data de reabertura. Mantêm-se os autocarros de substituição, pelo que quem segue de Leiria ou da Marinha Grande para Lisboa continua a mudar para autocarro em Torres Vedras.
FlixBus liga Aveiro à Marinha Grande com viagens a partir de 1,99 euros
A FlixBus alargou a sua rede e passou a ligar Aveiro à Marinha Grande. A nova ligação junta-se a um percurso que já tinha paragens na Figueira da Foz, na Nazaré e em Peniche. Há 34 horários por semana e a viagem demora menos de duas horas. Os bilhetes começam nos 1,99 euros.
Central solar de 53 MWp na serra do Caldeirão em consulta pública
A Central Solar Fotovoltaica de Terra Ruiva, com 53,42 MWp, está prevista para cerca de 70 hectares na freguesia de Cachopo, em Tavira, junto às povoações de Alcarias de Baixo e Amoreira. Precisa de uma linha aérea de alta tensão de 1,5 km até à subestação de Tavira. A obra obriga ao corte de 527 azinheiras e um sobreiro, que a promotora, empresa da Chint Solar Portugal, quer compensar com a plantação de 1.368 azinheiras numa área de 8,71 hectares. Os impactes no solo, na flora e na fauna são classificados pela promotora como negativos, mas pouco significativos. A construção deverá durar 13 meses e a central funcionar durante 30 anos. A consulta pública do procedimento de avaliação de impacte ambiental decorre até 9 de dezembro, no portal participa.pt.
Governo prepara este ano regras para centros de dados sobre energia e água
O Governo prevê concluir ainda este ano o decreto-lei que fixa os critérios para a instalação de centros de dados em Portugal, anunciou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. O diploma vai pesar o interesse de cada projeto para o país, nomeadamente na transição digital, no emprego e no contributo para o PIB, bem como os custos de ligação à rede e a disponibilidade de energia renovável. As empresas não têm de produzir a própria energia, mas têm de usar eletricidade renovável. O consumo de água será limitado e dependerá de haver água disponível, e cada projeto precisará de uma Declaração de Impacte Ambiental positiva. A ministra garantiu que o texto não seguirá o modelo da lei espanhola. Os centros de dados são essenciais à inteligência artificial, mas grandes consumidores de energia e água.
Galp só investirá mais na refinaria de Sines se as regras do setor forem estáveis
A Galp admite investir mais na refinaria de Sines, mas só se as regras em Portugal forem mais previsíveis. A unidade já funciona perto da capacidade máxima, pelo que produzir mais exigiria novas intervenções. Os projetos em curso, entre eles o hidrogénio verde e uma unidade de combustíveis sustentáveis para a aviação e de combustíveis renováveis para o transporte rodoviário, devem cumprir as metas nacionais de incorporação até 2030. Depois dessa data, a empresa aponta a falta de metas claras para a procura e compara com Espanha, que já as fixou até 2040. Refere ainda que um eletrolisador de 100 MW recebeu lá 150 milhões de euros de apoio, contra nove milhões em Portugal, seguidos de um imposto extraordinário.
Governo garante meios legais para impedir perda de controlo nacional da refinaria de Sines
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirma que o Governo dispõe dos meios legais para agir caso o controlo nacional da refinaria de Sines, a única do país, venha a estar em risco. Apontou o decreto-lei de 2014, que permite recusar a entrada de investidores de fora da UE em ativos estratégicos, e a regulamentação europeia sobre investimento extracomunitário e infraestruturas críticas. A Galp pôs fim às negociações com a Moeve a 26 de outubro, sem acordo; o negócio daria ao grupo espanhol 80% da refinaria. A ministra garantiu que o Governo acompanhou o processo e que não foi responsável pelo seu fracasso.
Dez câmaras transmontanas exigem 335 milhões em impostos pela venda das barragens
Dez municípios dos rios Douro e Sabor enviaram uma carta aberta aos líderes da EDP e da Movhera a exigir o pagamento dos impostos associados à venda de seis barragens, concretizada em 2020 por 2,2 mil milhões de euros. Calculam em cerca de 335 milhões de euros o valor em dívida, entre IMT, Imposto do Selo e IMI. Os autarcas contestam a litigância das concessionárias nos tribunais: em cinco processos do tribunal fiscal de Mirandela, as decisões sobre o IMI foram desfavoráveis à Movhera, que recorreu. Pedem às empresas que regularizem as obrigações fiscais e aceitem um diálogo institucional com as populações.
Governo confirma ausência do ferry Madeira–Continente no Orçamento do Estado para 2027
O JPP, partido madeirense, acusa o PSD e o CDS de terem deixado cair a ligação regular de ferry entre a Madeira e o Continente, depois de ter ficado confirmado no Parlamento que o serviço não consta da proposta de Orçamento do Estado para 2027. Em resposta a uma pergunta do deputado Filipe Sousa sobre calendário, financiamento e obrigações de serviço público, o Governo apontou dificuldades na viabilidade da solução estudada. Sousa defende que a continuidade territorial justifica investimento público e não apenas critérios de rentabilidade comercial, e que o Executivo deve procurar outros modelos de operação e formas de reduzir custos em vez de desistir. Rejeita ainda as críticas dirigidas ao JPP pela abstenção na votação do Orçamento na generalidade.